Raspberry Pi 2: a framboesa volta a atacar

Em 2012 foi lançado o primeiro modelo do Raspberry Pi, sendo que este se baseava num conceito simples: um minicomputador completamente funcional, impresso numa placa de circuitos do tamanho de um cartão de crédito. O seu objetivo inicial era de promover o ensino de ciência de computadores nas escolas, mas a simplicidade deste pequeno dispositivo, o seu custo reduzido (25$ versão A e 35$ versão B), tamanho e a variedade de software disponível, tornaram-no num sonho para entusiastas de tecnologia, uma ferramenta para cientistas e investigadores e até uma consola portátil.

Agora é lançada a segunda versão deste computador miniatura, o Raspberry Pi 2 (modelo B, o modelo A que é uma versão mais simples está planeada para o final de 2015) que traz hardware mais potente, mais memória RAM e mantém-se fiel ao conceito do original e pelo mesmo preço(35$).

Pi2ModB1GB_-comp-500x283O Raspberry Pi 2 vem com um processador quad core ARM Cortex-A7 a 900 MHz em arquitetura 32 bit, 1 Gb de RAM, uma placa gráfica Broadcom Videocore IV, 4 entradas USB 2.0, saída de vídeo HDMI até 1080P, entrada de ethernet (com a possibilidade de acrescentar um módulo de wireless) e entrada de cartões de memória MicroSD. Este dispositivo, que funcionava com sistemas operativos baseados em Linux ou BSD que tenham suporte para arquiteturas ARM, vai agora contar com o suporte da Microsoft e com isso vai receber uma versão própria do Windows 10.

Estando agora explicadas as especificações mais importantes, vamos agora discutir as funcionalidades mais interessantes e explicar algumas das aplicações mais engraçadas que se pode fazer com esta framboesa eletrônica.

Visto que se podem instalar sistemas operativos Linux neste “brinquedo”, verifica-se que a grande maioria de aplicações comuns que se faz num PC normal podem então ser realizadas num Raspberry Pi, sejam estas manipulações de documentos de office com software tipo libreoffice, navegar pela net, ver vídeos no Youtube a 1080p…basicamente tudo o que seja simples e que não precise de muito poder de processamento pode ser feito no Pi. Temos então que deixar de fora videojogos modernos, edição de vídeo e edição de imagem… Apesar de não ser uma máquina com poder para videojogos, este no entanto é ideal para construir uma consola retro  e semi-portátil capaz de correr jogos de 16 bit,  de arcadas e agora com o novo processador Quad core até PSx pode ser emulada de uma forma suave! Exclusivamente para este uso foram feitos sistemas operativos (Retro PI) com o intuito de transformar este mini pc numa consola retro, capaz de correr vários emuladores disponíveis para Linux.

Uma outra aplicação muito popular destes dispositivos é o uso destes como servidores para streaming de vídeo e de música, ou seja, podemos ligar estes a uma televisão moderna e além de termos um pc de trabalho e uma consola pronta a ser utilizada, temos também um dispositivo que pode transmitir séries e filmes a partir da internet, ou de um outro PC por WLAN, até á televisão e puff!! ficamos com uma Smart TV com ainda mais capacidades do que aquelas que se intitulam de Smart Tv.

raspberrypi_tv_google_tv

Como podemos ver, este dispositivo traz uma vasta panóplia de aplicações cujo limite é mesmo delimitado pela nossa imaginação, acrescentando ao que já foi referido anteriormente o fato que este cartão ainda tem espaço para mais ligações 8 ligações GPIO, verificamos também que este cartão milagroso possui também as capacidades genéricas de um Arduino!

Bem, depois destes elogios todos, chega a parte em que nós temos que referir as partes menos boas. O preço anunciado dos 35$, que na prática também se traduzem para 35€ devido a outros fatores externos, corresponde apenas à dita placa e mais nada…mesmo mais nada! Para ter este equipamento a funcionar é também preciso uma fonte de alimentação, um cartão de memória SD onde será instalado o sistema operativo a nossa escolha, cabo de ligação HDMI para ligar a um monitor ou televisão e de preferência convém também obter uma caixa para proteger os componentes não esquecendo os periféricos a serem utilizados, teclado, rato, comandos, etc., que são todos adquiridos separadamente. Posto isto, há que referir o uso deste equipamento requer, normalmente, um mínimo de conhecimentos de informática para montar e programar o sistema, mas a boa noticia e que além de haver muitos tutoriais sobre como trabalhar com o Raspberry Pi, fazem-se também bundles onde são vendidos Raspberry Pi já com os componentes necessários para estes funcionarem e também com o sistema operativo pré instalado, sendo que os preços costumam ficar pelos 100€, onde é de notar que uma pessoa com conhecimentos do que precisa consegue reduzir este preço com facilidade com um pouco de procura e persistência.

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