Smart Boy: se é bom, é marketing; se é mau, é uma partida

A sentir-se nostágico? A Hyperkin pode ter uma solução para o problema. Trata-se do Smart Boy: um acessório que visa converter um Iphone num “Game Boy” que é capaz de ler os cartuchos.

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Este produto parece, à primeira vista, ser interessante até porque alguns de nós ainda possuímos alguns cartuchos perdidos numa caixa, e a ideia de andar com um monte de pilhas atrás para alimentar o nosso (antigo) fiel amigo já nos faz pensar duas vezes. Mas onde é que este conceito falha? Sem querer ser muito mau, falha em tudo. Vamos tentar ser mais específicos possível:

  • Público-alvo: A maior fatia do mercado de smartphones pertence aos dispositivos correndo Android. Para além disso, o típico dono de um idevice não é propriamente aquele jovem adulto (raparigas incluídas como não podia deixar de ser) cuja infância e juventude foram passadas entre partidas de Tetris, batalhas de Pokemon ou em plataformas com o querido amigo Mario;
  • Compatibilidade com mais dispositivos: quanto mais abrangentes, maiores são as hipóteses de ser comprado;
  • Cartuchos suportados: Limitar o dispositivo a apenas a leitura de cartuchos até à GBC, é a mesma coisa que estar a dizer que vai ser uma máquina que corre duas gerações de Pokemon mais meia dúzia de spinoffs;
  • Custo: é um acessório para smartphone! Obviamente que o custo interessa e interessa bastante. E considerando o preço a que os acessórios custam, mais vale é ir para o ebay…

Será que este produto vale realmente a pena? Achamos que não. No entanto as alternativas atuais passam ou pela compra de um Game Boy ou então pelos vários emuladores que existem nas lojas e as ROMs que andam por aí espalhadas. Para além do mais não sabemos se este produto não irá abrir uma guerra de processos em tribunal… Esperar para ver.

Mas a parte mais interessante desta notícia ainda está para vir. Esta invenção foi anunciada no Facebook da Hyperkin no dia 31 de março e muito se especulou acerca da possibilidade de ser uma partida do dia das mentiras, mas passada a festividade, a empresa veio confirmar que de facto… até foi. Mas apenas parcialmente. Eles deixaram a informação “escapar” apenas com o intuito de analisar a receção por parte do público, e ao que parece o feedback foi positivo e já avançaram com o desenvolvimento do produto.

“Se não gostarem, trata-se de uma partida. Se gostarem, então foi puro marketing”

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