O que esperar da nova geração de smartphones Android?

O Mobile World Congress está aí à porta e com ele chegam as novidades do ano no que toca a novos smartphones, acessórios, chipsets e mais recentemente Wearables. E como não podia deixar de ser há muitos entusiastas que estão à espera dos novos lançamentos das principais marcas de smartphones correndo o OS da Google. Mas o que podemos esperar desta nova “remessa” de equipamentos? Uma coisa é certa, segundo os boatos que vão correndo pela internet, o SoC Snapdragon 820 da Qualcomm será presença garantida numa boa parte (ou mesmo na totalidade) dos telemóveis topo de gama de cada fabricante.

Snapdragon 820

820

Este é sem dúvida um chipset bastante aguardado tendo em conta o que se passou com o Snapdragon 810. De acordo com a própria Qualcomm, o Snapdragon 820 de 64bits com litografia de 14nm irá apresentar uma performance notoriamente superior aos seus rivais e antecessores. Vejamos os números do fabricante:

Comparando com a geração anterior (Snapdragon 810 com LTE X10 e Adreno 430): LTE X12 com velocidade de upload até 3X maior e de download até 33% maior; Aumento de performance em 200% graças ao seu novo Kryo CPU e Hexagon 680 DSP (aqui achamos que embora os benchmarks ao 820 sejam bastante interessantes este aumento da performance para o dobro é um provavelmente exagerado); O novo Adreno 530 apresenta uma performance 40% superior comparando com o Adreno 430 (este ponto é bastante interessante já que o Adreno 430 não era propriamente a GPU mais rápida da geração, ficando notoriamente atrás das GPU usadas pela Apple na linha Iphone 6 ou pela Samsung na linha S6).

No entanto as novidades não ficam por aqui. O ISP Spectra de 14-bit do chipset suporta agora uma resolução máxima nativa entre 25 a 28 MPx com shutter lag muito reduzido (eles afirmam até que é nulo), LTE com suporte para velocidades de download até 600 Mbps e upload até 150 Mbps, suportando também os padrões 802.11ac 2×2 MU-MIMO e 802.11ad que permite velocidades superiores comparativamente com os padrões existentes em chipsets anteriores.

Em termos de memória utilizada este chip conta com suporte para LPDDR4 a 1866MHz em dual-channel (um pouco mais rápida que na geração anterior), sendo que os fabricantes deverão implementar 3 ou 4GB. Já a nível multimédia mantém-se suporte para os codecs de vídeo H.264 e H.265, com capacidade de reprodução e captura de vídeo até 4k, logo podemos inferir que suportará ecrãs com a mesma resolução.

Por fim, e não menos importante, estão os parâmetros ligados à energia. Como a litografia deste chip é mais pequena que na geração anterior (20 contra 14nm)  e devido à evolução dos componentes e técnicas de produção, o Snapdragon 820 será mais eficiente na gestão de energia (30% mais eficiente) permitindo um maior período de operação e menor output de calor de forma a evitar os problemas de sobreaquecimento demonstrados pelo Snapdragon 810 e que ofuscaram por completo os pontos positivos desse chip (o que foi uma pena). encontrar-se-à também disponível a nova revisão de carregamento rápido (Quickcharge 3.0: 80% em 35 minutos) e carregamento sem fios (WiPower wireless charging).

Mas agora é imperativo perguntar: Mas o que será que os vários fabricantes nos vão apresentar este ano? Como não poderia deixar de ser já existe imensa informação a circular na internet, alguma com base em informação cedida por alguém no seio da empresa, outra baseada em pura especulação ou nos desejos dos fãs. Vejamos agora o que, até ao momento, foi possível apurar acerca dos novos smartphones topo de gama das principais marcas no mercado e que serão (com exceção para já do HTC) anunciados no próximo MWC.

Samsung Galaxy S7 (e S7 Edge)

Bom este é provavelmente o smartphone mais esperado do ano muito por “culpa” do sucesso que a versão Egde e Edge+ do Galaxy S6, logo existe uma panóplia de informação acerca destes equipamentos. Até ao momento, e tendo por base as fontes mais credíveis, foi possível apurar que o S7 não será muito diferente do S6… mas só no exterior. A principal diferença do design será ao nível da câmera  uma vez que poderá ser usado um sensor com uma menor protuberância tornando assim mais suave e elegante a parte traseira do equipamento, sendo que as dimensões do equipamento deverão ser praticamente as mesmas face ao seu homólogo da linha S6, apresentando provavelmente uma espessura ligeiramente superior a fim de acomodar uma bateria provavelmente de maior capacidade.

Mas as semelhanças terminam (mais ou menos) por aqui. A nível interno suspeita-se que a Samsung “troque” o seu novo Exynos 8890 pelo Snapdragon 820 (apesar de haver suspeitas que poderão existir modelos com um dos dois dependendo da região), contando com 4GB de RAM, um mínimo de 32GB de espaço de armazenamento, uma câmera de 12MPx (contra os 16MPx da linha S6), ecrã de 5.1 polegadas para a versão “normal” e 5.5 para a versão Edge, sendo que os dois ecrãs poderão ser 1080p ao invés de 1440p ou mesmo 4K. Um vídeo da Samsung Indonésia sugere também que o equipamento será à prova de água .

Mas a principal (possível) novidade será o uso de uma bateria de maior capacidade (3000/3600 mAh para as versões S7/S7 Edge respetivamente) mas que continua a ser não-removível e o regresso  de uma slot para cartões microSD.

LG G5

Embora não seja propriamente o principal rival da Samsung, a LG sempre manteve a sua cota de mercado e existe sempre uma legião de fãs que procuram os seus novos modelos. No que toca ao novo G5 ainda não existe muita informação e por isso ele encontra-se envolto em mistério. No entanto de acordo com a própria LG o seu novo “G” será bastante diferente dos seus antecessores. Especula-se até que terá uma parte inferior amovível que permitirá aceder à bateria ou acoplar equipamentos extra, e isso foi sem dúvida uma notícia que despertou a curiosidade de muitas pessoas.

Espera-se no entanto que seja um equipamento que apresente um ecrã ligeiramente inferior ao G4 (5.3 polegadas contra 5.5), um leitor de impressões semelhante ao dos Nexus 5X e 6P e uma câmera de 16Mpx com uma configuração de 2 lentes. Debaixo do “chassis” deveremos encontrar um SoC Snapdragon 820, com 3 GB de RAM e armazenamento a partir de 32GB.

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Sony Z6

Tal como os LG, os equipamentos da Sony não são propriamente os mais aguardados embora sejam smartphones de elevadíssima qualidade. Em princípio o novo Z6 terá um ecrã de 5.2 ou 5.3 polegadas a 1080p, uma bateria de 3200mAh, e como não poderia deixar de ser o novo Snapdragon 820 com 4GB de RAM e 32GB de memória interna. Em termos de design suspeita-se que será semelhante ao Z5 mas a principal novidade (e provavelmente o ponto forte deste equipamento) é o uso do sensor IMX318 com 22.5MPX que tudo indica será o sensor mais poderoso dentro dos novos smartphones Android.

HTC ONE M10

Ok, por onde havemos de começar… Desde já não se sabe qual será o nome oficial do sucessor do “infame” One M9 mas o que é certo para já é que não será anunciado no MWC. Depois ainda há alguma especulação acerca do design final deste smartphone com todas as informações e especulações a indicarem que haverá um desvio significativo em relação ao design do M7, M8 e M9 e uma aproximação ao design do A9. Pessoalmente acho isso uma péssima decisão. Depois outra coisa que se nota é o desaparecimento do sistema BoomSound. É assim, a HTC tem um lugar especial no meu coração mas quando se coloca no lixo os poucos aspetos que realmente me atraiam na linha One M é difícil não ter um ataque de nervos fulminante e virar todas as mesas que aparecem. Será que ninguém naquele empresa se preocupa com o feedback da comunidade??? Será que não aprenderam nada com o M8???

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Mas voltando aos “fatos”. Todas as informações indicam que incluirá o SoC Snapdragon 820, 4GB de RAM e um mínimo de 32GB de memória interna, ecrã de 5.1 polegadas a 1440p, expansão via microSD, e uma câmera de 12MPx mas utilizando a tecnologia UltraPixel.

A HTC tinha tudo para voltar às luzes da ribalta com este novo SoC bastava apenas apostar num bom design, boa construção, boa autonomia, uma câmera que não fosse lixo e acima de tudo manter o Boomsound que era literalmente um regalo para os ouvidos.

Bom, é sabido que primeiro se deve desenhar o interior do equipamento e só depois o exterior, mas poderiam ter usado algumas das ideias que a comunidade especulou. Em baixo ficam alguns exemplos mais vistosos e tecnicamente passiveis de serem aplicados.

Bom, vamos esperar para ver realmente o que vai ser lançado e só depois é que poderemos avaliar melhor. Mas HTC, eu estou de olho!

-Ruben

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